DIA MUNDIAL DO DIABETES

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Hoje, 14 de novembro, comemoramos o Dia Mundial do Diabetes.

Por que chamarmos a atenção para esse dia? Por que iluminarmos a cidade com a cor azul e sairmos às ruas convocando as pessoas a praticarem atividades físicas? Por que insistirmos na tão difícil e necessária mudança de hábitos?

A resposta para essas questões é uma só: uma em cada 11 pessoas no mundo tem diabetes. No entanto, quase a metade desconhece o seu diagnóstico, ou seja, não sabe que têm diabetes, segundo os dados do IDF-Federação Internacional de Diabetes.

Mas por que tanta gente tem diabetes e ainda não foi diagnosticada? Porque o diabetes é uma doença silenciosa. Não dói, não interfere na nossa aparência, enfim não dispara nenhum alarme para que nos preocupemos com ela.

Sim, é verdade que existem alguns sintomas que podem nos alertar para a possibilidade de termos diabetes, como por exemplo, muita sede, urinar muito, visão embaçada, ter muita fome e, apesar disso, perder peso. Mas, muitas vezes esses sintomas não existem , ou então, passam despercebidos pela pessoa e, o que é pior, pelos profissionais de saúde.

O que acontece no diabetes tipo 2, responsável pelo maior número de casos de diabetes no mundo, é que as alterações no organismo podem ocorrer lentamente fazendo com que a pessoa adapte-se à essas mudanças sem se dar conta que seus órgãos e vasos sanguíneos estão sendo expostos à um aumento do açúcar no sangue, a hiperglicemia, que com o passar do tempo podem levar às temidas complicações do diabetes.

E é aí que está o problema, essa situação em que o diabetes é invisível, pode manter-se por muitos anos até que seja diagnosticado e iniciado o seu controle.

A pessoa com diabetes pode ter uma vida saudável e normal, mas tem que manter controlado o seu nível de glicose no sangue para evitar as suas complicações.

Porque o diabetes ainda não tem cura, mas tem tratamento!

Conforme a Organização Mundial de Saúde- OMS  o diabetes já pode ser considerado uma epidemia mundial, o número de pessoas com diabetes no mundo praticamente quadruplicou desde 1980 passando de 108 milhões de pessoas a 422 milhões em 2014.

Algumas das causas desse aumento de casos estão relacionadas aos nossos hábitos de vida.

Apesar das ilhas de pobreza existentes no mundo, nunca, na história,  tivemos tantos alimentos disponíveis nem tantos alimentos já prontos para o consumo. Como consequência, nunca comemos tanto! Para não falar das nossas escolhas cada vez mais complicadas, caras e prejudiciais à saúde.

Acrescentando-se a isso, a falta de atividade física, característica dos nossos tempos servidos de facilidades e confortos temos como resultado, também, uma epidemia mundial de obesidade.

Entre os outros fatores de risco para o diabetes, a obesidade e o sedentarismo, são aqueles que são possíveis de serem reduzidos, são os fatores que podemos interferir de forma a diminuir a chance de termos diabetes ou mesmo evitá-lo.

É por esse motivo que a mudança de hábitos consta como o primeiro passo para controlar o diabetes nos guias de orientação do tratamento, sendo a medida que mais benefícios traz a longo prazo.

Porém, a mudança de hábito não é tarefa fácil.

Não adianta, infelizmente,  somente ser “prescrita” por um profissional de saúde, nutricionista ou educador  físico, porque só mudamos quando acreditamos, realmente, ser necessário.

Geralmente tomamos nossas decisões baseadas em nossos sentimentos e, depois, procuramos motivos para as justificarmos, o que pode tornar muito difícil nossas resoluções de mudança. É dessa forma que criamos desculpas: não nos exercitamos porque não temos tempo, não nos alimentamos como deveríamos porque não temos dinheiro, ou vice-versa!

Esse ano o objetivo da campanha do Dia Internacional do Diabetes é fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado do diabetes o mais cedo quanto possível de forma a evitar as complicações do diabetes.

Algumas ações, para um melhor controle do diabetes, dependem de uma mudança individual, outras,  dependem de recursos financeiros,  disponibilidade de profissionais competentes para o tratamento e para a educação para o auto-cuidado do diabetes.

Por isso uma vez mais, as cidades serão iluminadas de azul e as pessoas serão chamadas a participar de atividades com o objetivo de tornar visível o diabetes para a população, para o governo, para as instituições de pesquisa, mídia, instituições privadas, profissionais de saúde enfim,  todos que, segundo a OMS, têm um papel importante na prevenção e controle do diabetes.

http://www.diamundialdodiabetes.org.br/

http://www.idf.org/wdd-index/

http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2016/en/

 

 

 

 

 

 

 

 

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