O QUE HÁ DE NOVO NO DIABETES

Células-tronco e diabetes

CURA-DIABETES

O transplante de células estaminais ou células-tronco é uma técnica que vem sendo estudada já há alguns anos com o objetivo de substituir as células beta do pâncreas e normalizar a produção de insulina.

O Diabetes tipo 1 ou diabetes insulinodependente é uma doença crônica causada pela destruição das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina.

A destruição das células beta ocorre, geralmente, devido a uma falha no sistema imunológico, responsável pelo combate às doenças do organismo. Sem que haja um motivo conhecido, o sistema imunológico ataca e destrói essas células do pâncreas prejudicando a produção e secreção de insulina.

Por isso, esse tipo de diabetes também é conhecido por ” insulinodependente”, porque o seu tratamento se faz com a  aplicação, de uma ou mais doses, de insulina, por dia.

O que são células-tronco ou células estaminais ?

CURA-DIABETES-TIPO-1Conhecidas por células-tronco, células estaminais ou células-mãe têm a capacidade de se transformar em outras células por meio de um processo chamado diferenciação.

As células-tronco podem ser embrionárias ou não-embrionárias, de acordo com a sua origem e a sua capacidade de diferenciação.

Células-tronco embrionárias

São chamadas células-tronco embrionárias, as células que são retiradas de embriões. Essas células têm uma alta capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de célula de um organismo. 

Células-tronco não embrionárias

As células-tronco não embrionárias ou células-tronco adultas, são mais limitadas na sua capacidade de diferenciação, ou seja, podem dar origem a apenas um ou alguns tipos de células adultas. Podem ser retiradas da medula óssea, do sangue periférico,
do fígado, do pâncreas, do intestino, da pele, do músculo esquelético, dos vasos sanguíneos, do cérebro.

São utilizadas pelo organismo como uma espécie de reserva para repor células velhas ou danificadas.

Desafios do transplante

Para reestabelecer a normalidade da produção de insulina segundo as necessidades de uma pessoa não basta o sucesso da criação, do estímulo à multiplicação ou do transplante de novas células beta no pâncreas.

Infelizmente outro grande desafio é combater a autoagressão do sistema imunológico que pode destruir as novas células transplantadas.

Enquanto estudam-se novas tecnologia para evitar essa agressão são utilizados medicamentos que  inibem o sistema imunológico, chamados imunossupressores.

Esses medicamentos visam evitar a destruição das novas células transplantadas, porém ao reduzirem a sua capacidade imunológica  aumentam o risco do organismo para adquirir infecções.

Mas não é só isso, existem pesquisadores que acreditam ser necessária, também, a criação não só de células beta, mas também de outros tipos de células presentes no pâncreas, além das células beta, para que a função de liberação de insulina, segundo o nível de glicose no sangue, ocorra normalmente.

Alguns Exemplos de Pesquisas no Mundo

Europa

REDDSTAR (Repair of Diabetic Damage by Stromal Cell Administration) é um projeto que integra 6 países da Europa (Portugal, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Dinamarca) e os Estados Unidos. O principal objetivo do estudo é conseguir um controle seguro da glicemia evitando os danos causados pelas seis complicações do diabetes: nefropatia, retinopatia, cardiomiopatia, neuropatia, lesões ósseas e úlceras em pernas e pés.

O projeto utiliza o transplante de células estaminais retiradas da medula óssea. Até o momento foram realizados estudos em três espécies diferentes de animais com bons resultados. O passo seguinte é a realização do experimento em seres humanos.  Como parte das pesquisas, em 2017, foi iniciado na Dinamarca, um estudo com o objetivo de tratamento de úlceras dos pés de pessoas com diabetes.

https://cordis.europa.eu/result/rcn/197094_en.html

Brasil

No Brasil desde 2004 são feitos transplantes com células-tronco, não embrionárias, extraídas da medula óssea da própria pessoa (que receberá o transplante). A pesquisa desenvolvida pela equipe de transplantes de células-tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP vem acompanhando desde então os pacientes que são submetidos ao procedimento.

Essa pesquisa visa combater a causa do diabetes tipo 1, a “auto- agressão” do organismo, ou seja, do seu sistema imunológico contra as células betas do pâncreas.

Assim, conforme explica o Dr Carlos Eduardo Barra Couri, Endocrinologista da Equipe de Transplante de Células-tronco – USP, o objetivo do transplante de células-tronco para diabetes tipo 1 é  tentar desligar o sistema imunológico, quase totalmente, por meio de um tratamento quimioterápico e depois  reativa-lo usando células-tronco da medula óssea do próprio paciente.

Os resultados da pesquisa mostram que 84% dos pacientes deixaram de utilizar insulina em algum momento desde a realização do procedimento. Sendo que dessas, uma pessoa esta há oito anos sem precisar usar insulina. Além disso, ao contrário dos outros pacientes com tratamento convencional para o diabetes tipo 1, os pacientes transplantados não apresentaram nenhuma complicação do diabetes até agora.

https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/transplante-de-celulas-tronco-e-eficiente-contra-diabete-tipo-1/

Dinamarca

A Novo Nordisk empresa farmacêutica dinamarquesa está desenvolvendo um tratamento com células-tronco embrionárias que tem como objetivo  alcançar cura do diabetes tipo 1.

Em maio deste ano a empresa publicou no seu site um artigo explicando que, após duas décadas de intensas pesquisas, conseguiram curar ratos com diabetes tipo 1.

Eles mostraram ser possível transformar células estaminais em células beta, produtoras de insulina em presença de glicose, normais como as células de um pâncreas sem diabetes.

Embora ainda seja necessário um longo tempo de estudos, Jacob Petersen, vice-presidente da Novo Nordisk Pesquisas em Diabetes, acredita que dentro de alguns anos será possível iniciar os testes em humanos. Segundo a matéria, ele tem um interesse pessoal no sucesso desse estudo, uma vez que a sua filha de 5 anos também tem diabetes tipo1 e ele vivencia diariamente as dificuldades que enfrentam a criança com diabetes e a sua família para ter um bom controle da doença.

https://www.novonordisk.com/about-novo-nordisk/perspectives/towards-a-cure.html

Canadá

Tim Kieffer, professor de ciências celulares e fisiológicas da University of British Columbia and Vancouver Coastal Health- UBC demonstrou ser possível  normalizar a produção de insulina de ratinhos diabéticos após o implante de células pancreáticas derivadas de células-tronco.

Na fase atual da pesquisa, o teste em seres humanos, foi  desenvolvido uma espécie de envelope de proteção que é implantado logo abaixo da pele. A membrana desse pequeno  envelope permite que os vasos sanguíneos penetrem no seu interior, de modo que as células possam ser banhadas em oxigênio e outros nutrientes, estimulando-as a se diferenciarem ainda mais. Os pesquisadores esperam que algumas das células se tornem células beta, que percebem os níveis de açúcar no sangue e liberam insulina quando necessário.

https://news.ubc.ca/2018/01/16/potential-new-diabetes-treatment-being-tested-in-Vancouver/

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