O DIABETES TIPO 1 – Crianças, Adolescentes e Jovens com Diabetes

 

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Receber o diagnóstico de que um filho ou um neto tem diabetes tipo 1 quase sempre é uma situação de muito sofrimento e angústia.

Imediatamente nos vem à cabeça cenas de um futuro de sofrimento, dúvidas e tristeza. Mas embora represente um desafio, não significa, de modo algum, um futuro sombrio ou triste.

Na verdade, existem mais pessoas do que imaginamos, inclusive famosas, com diabetes tipo 1. São pessoas das mais diversas áreas, esportistas, artistas, trabalhadores braçais, estudiosos, enfim, pessoas normais que aprenderam a conviver com o problema.

O diagnóstico de diabetes é plenamente compatível com uma vida normal e saudável.

É verdade que isto significa ter uma vida mais disciplinada, como a de um atleta ou de uma”top model”, por exemplo, que precisam seguir regras de alimentação e atividade física para manter um bom desempenho ou aspecto.

É claro que, além disso, existem os testes e a medicação. Mas, em vez de pensar nas picadas, com sentimentos de dó ou culpa, é importante passar uma visão mais positiva para o jovem ou à criança.

Afinal, hoje existe um tratamento eficaz com insulinas e testes que possibilitam fazer um controle melhor da doença, situação muito diferente de anos atrás, quando as pessoas simplesmente adoeciam e não tinham um tratamento adequado para evitar as complicações da doença.

Evitar transferir as próprias angústias e receios para criança é muito importante. Geralmente, capacidade de adaptação da criança é muito maior do que a dos adultos, o que facilita o processo de aprender a viver com o diabetes tipo 1.

O DIAGNÓSTICO DE DIABETES – O início é o mais difícil

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O início é o mais difícil, pois além de ter que lidar com muitos sentimentos como tristeza, insegurança e revolta, ainda há uma enorme quantidade de informações e orientações que precisam ser aprendidas.

É importante dar um passo de cada vez, sabendo que, aos poucos, todas as informações serão absorvidas, se tornarão rotina, e que muitas outras virão.

Felizmente, a medicina está em constante progresso, desenvolvem-se novos e melhores medicamentos, equipamentos que necessitam de uma menor quantidade de sangue para fazer os testes, agulhas menores e mais finas que permitem injeções menos dolorosas e novos aparelhos para administrar a insulina e controlar a glicemia.

É bom saber, também, que é normal que no início demore um pouco para se obter um bom controle da glicemia, pois é o período de ajustes das doses de insulina em relação à alimentação, à atividade física, entre outros fatores.

Essa é a fase em que todos estão se conhecendo, o médico, a criança ou o jovem, e a família. É fundamental que haja uma relação de confiança entre todos.

Não tenha medo de perguntar e esclarecer as suas dúvidas, pois todas são importantes.

Informar-se sobre o diabetes é o primeiro passo para tentar entender como funciona e reage o organismo nas diferentes situações do dia a dia e ajudará o médico ou a equipe de saúde a estabelecer o melhor tratamento para você.

O conhecimento traz tranquilidade e dá condições para discernir entre informações reais e orientações enganosas, entre fatos e boatos.

As associações e instituições dirigidas aos diabéticos podem fornecer tanto o apoio e informações necessárias quanto o contato com outras pessoas com diabetes, permitindo a troca de experiências, algo muito importante.

O acompanhamento com um psicólogo ou psiquiatra pode ser necessário em algumas situações. Disponha-se a buscar toda a ajuda disponível.

Nesta seção você encontrará informações que o ajudarão a entender e viver melhor com o diabetes tipo1, além de sugestões de como lidar com as situações do dia a dia da criança e do  jovem com diabetes.

COMEÇANDO A ENTENDER O DIABETES TIPO 1

o que é diabetes tipo 1

 

O que é diabetes tipo 1?

Diabetes mellitus  tipo 1 ou diabetes insulinodependente é uma doença crônica causada pela destruição das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina.

A destruição das células beta do pâncreas ocorre, geralmente, devido a uma falha no sistema imunológico, responsável pelo combate às doenças do organismo. Sem que haja um motivo conhecido, o sistema imunológico ataca e destrói essas células do pâncreas prejudicando a produção e secreção de insulina.

Atualmente, o diabetes tipo 1 é dividido em três subtipos, mas independente do subtipo, no diabetes tipo 1 o organismo deixa de produzir insulina na quantidade necessária para controlar a glicemia (açúcar no sangue), levando ao seu aumento (hiperglicemia).

Por isso, as pessoas com diabetes tipo 1 precisam receber injeções diárias de insulina para manter normal o seu nível glicose no sangue.

Subtipos do diabetes tipo 1:

Subtipo 1 A : existe uma destruição autoimune das células beta. Significa que devido a fatores genéticos e uma falha no sistema imunológico, o organismo produz anticorpos contra as células beta do pâncreas, destruindo-as.

Subtipo 1 B:  a destruição das células beta é idiopática (não se sabe a causa).

Subtipo LADA (Latent Autoimmune Diabetes of the Adult): existe uma destruição autoimune das células beta, mas ela é muito mais lenta e geralmente acontece em adultos com mais de 30 anos, inicialmente tratados como se tivessem DM do tipo 2.

Por ocorrer mais durante a infância e a juventude, o diabetes tipo 1 também foi chamado de diabetes infanto-juvenil.

No diabetes tipo 1 os sintomas podem aparecer repentinamente e pode ser necessária uma internação hospitalar de urgência para controle dos altos níveis de glicose.

O diabetes tipo 1 representa 5% a 10% de todos os casos de diabetes e por enquanto não existe uma forma de prevenir ou evitar o diabetes tipo 1.

Quais são os sintomas do diabetes tipo 1? 

  • Urinar muito (poliúria)
  • Muita sede (polidpsia)
  • Muita fome (polifagia)
  • Perda de peso
  • Cansaço
  • Hálito cetônico (cheiro de maçã apodrecida)
  • Enjoos e vômitos
  • Desidratação

O que é a glicose? 

A glicose é um tipo de açúcar simples. Serve como fonte de energia para as células que formam o nosso organismo.

Quando nos alimentamos, os alimentos ricos em carboidratos (açúcares complexos e simples), como doces, pães, massas, batata ou arroz sofrem digestão, sendo transformados em açúcares simples e absorvidos.

O valor normal da glicose no sangue (glicemia) em jejum, fica entre 70 e 99 mg/dl.

O que é a insulina?   

Insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas. Tem a função de ajudar a glicose presente no sangue a entrar nas células do organismo.

Podemos imaginar que a insulina seja uma “chave” que abre as “fechaduras” presentes nas paredes das células permitindo a entrada da glicose para o interior delas, onde será utilizada como fonte de energia.

Quando nos alimentamos, os níveis de glicose no sangue aumentam, estimulando o pâncreas a secretar a insulina. A insulina secretada no sangue facilita a entrada da glicose nas células do organismo, como as dos músculos, fígado ou coração.

A insulina pode ser produzida artificialmente para ser usada pelas pessoas com diabetes que não produzem insulina na quantidade suficiente para manter sua glicemia controlada.

O que é a fase da “lua de mel”?

A fase da lua de mel é uma situação que ocorre com alguns diabéticos do tipo 1, nos primeiros 6 meses de diagnóstico do diabetes.

É um período transitório em que ocorre uma melhora nas funções do pâncreas e na produção de insulina, sendo necessária a redução das doses de insulina injetada durante algumas semanas ou meses.

É chamada de “fase de lua de mel” porque é um período em que parece que tudo está bem e que vai continuar assim.

O que é o fenômeno do amanhecer?

O fenômeno do amanhecer ou alvorecer é uma situação que ocorre com alguns diabéticos por causa de alterações hormonais comuns a todas as pessoas.

Durante a noite, o organismo libera hormônios (glucagon, cortisol, adrenalina e hormônio do crescimento) que estimulam a produção de glicose pelo fígado, levando ao aumento da glicemia entre as 5 e 8 horas da manhã. 

Como o diabético não tem uma produção de insulina suficiente para controlar adequadamente a quantidade de glicose produzida pelo fígado, sua glicemia sobe pela manhã, ao contrário do que seria esperado, uma vez que ele ainda esta em jejum.

No fenômeno do amanhecer, a glicemia está normal no início da madrugada e alta pela manhã, antes do café da manhã.

O que é o “Efeito Somogyi”? 

O Efeito Somogyi é uma situação na qual ocorre hipoglicemia durante a noite e como reação a ela são liberados os hormônios que estimulam a produção de glicose pelo fígado (efeito rebote), levando a uma hiperglicemia pela manhã.

Nessa situação, há uma hipoglicemia na madrugada e uma hiperglicemia pela manhã, antes do café da manhã. Porém, a existência desse efeito é controversa.

 

Ficou alguma dúvida? Pergunte-nos ou faça seu comentário no espaço no final da página!

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